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Fabricantes e importadores divididos sobre a isenção de impostos na energia solar

A falta de isonomia está sendo debatida pela indústria nacional de energia solar.

Imagem: Envato Elements

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A falta de isonomia está sendo debatida pela indústria nacional questionando a legalidade da ação que foi feita para incentivar os importadores, distribuidores e integradores. A redução da tarefa de importação de equipamentos foi zerada para mais de 100 produtos.

O setor fotovoltáico depende de importação e 60% de todo material vem da China. O que gerou desagrado da parte dos fabricantes nacionais. Eles alegam que a isenção de impostos pode prejudicar o setor nacional que não teria como competir com os produtos que vem de fora do país.

Por outro lado, quem defende a isenção argumenta que os produtos fabricados no Brasil também são importados, pois os insumos vêm todos de fora.

Um ponto levantado por Adalberto Maluf, diretor da BYD, é que medidas como essa de isenção de impostos para importados só poderia acontecer, se os produtos importados apresentassem desempenho muito maior do que os nacionais ou se não existisse um similar nacional, o que não é o caso, alega ele. Maluf ainda alegou que “se o importado recebe subsídio, temos um caso de dumping”.

Já Claudio Fetter, sócio da Win Energis, defende que os produtos nacionais sempre foram mais caros e que só compensam serem feitos no Brasil por conta dos financiamentos do BNDES, que exigem equipamento nacional.

Para Fetter a medida de isenção deve beneficiar o consumidor final, que pode ter uma queda de até 15% no valor dos equipamentos.

O que se vê é um empasse entre as empresas solicitantes e seus clientes que acreditam na medida como algo positivo, e do outro lado ficam os fabricantes que pensam estar sendo prejudicados.

É importante salientar que mesmo com toda essa polêmica, o setor está crescendo e gerando empregos mesmo com a Pandemia.

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