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A instalação de usinas flutuantes em hidrelétricas aumentaria a geração em até 17% no Brasil

Um estudo recente publicado pela Michigan State University, que analisou o caso específico do país, mostra que a associação de hidrelétricas à geração solar flutuante aumentaria a capacidade de geração de energia em mais de 17,3%.

Imagem: usp.br

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O Brasil iniciou o processo de regulamentação da hibridização de fontes de energia, que consiste em permitir a utilização de diversos tipos de geração de energia em um mesmo sistema.

Um estudo recente publicado pela Michigan State University, que analisou o caso específico do país, mostra que a associação de hidrelétricas à geração solar flutuante aumentaria a capacidade de geração de energia em mais de 17,3%.

A abertura de consulta pública para uma lei que regulamenta o estabelecimento de usinas híbridas e associadas no Brasil foi recebida com entusiasmo pelo setor elétrico. De acordo com o modelo estudado, seria possível combinar duas ou mais fontes de energia e a produção de eletricidade. Desta forma, seria possível instalar usinas solares flutuantes no generoso parque hidrelétrico nacional. Além de aumentar a capacidade de geração das usinas, o novo modelo híbrido pode ter um impacto positivo na economia, atraindo 76.000 milhões de reais em investimentos (cerca de 14.150 milhões de dólares) e gerando 475.000 novos empregos em 10 anos. Os cálculos iniciais projetam uma expansão da capacidade instalada atual de 109 GW para 128 GW, gerando energia e potência.

Atualmente, as usinas hidrelétricas no norte do Brasil têm capacidade de apenas 12 GW devido aos baixos níveis dos reservatórios.

Existem projetos-piloto de geração híbrida que tiveram sucesso no país. Em associação com a Empresa Hidrelétrica do Rio São Francisco (Chesf), do Grupo Eletrobrás, a Sunlution mantém projeto de Pesquisa e Desenvolvimento que implantou painéis fotovoltaicos flutuantes em uma área de 10 mil metros quadrados na Usina Hidrelétrica Sobradinho, no interior da Bahia , hoje responsável pela geração de 1 MWp. Numa segunda fase, já em curso, a capacidade passará para 2,5 MWp.

Outro projeto importante da empresa, em conjunto com a francesa Ciel et Terre, foi a instalação de uma usina solar flutuante de 305 KWp na Fazenda Cristalina. A lagoa artificial alimentada pela água da chuva coletada nos telhados dos galpões da fazenda recebeu 1.150 painéis fotovoltaicos. A energia gerada é capaz de abastecer 170 famílias de baixa renda no Brasil.

A Sunlution também implantou, em colaboração com a BYD e a KWP, um projeto piloto para a Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae) no reservatório Billings, em São Paulo. Ocupando uma área de 10.700 hectares de água, um dos maiores e mais importantes reservatórios da Região Metropolitana, a barragem recebeu o projeto piloto da primeira usina fotovoltaica flutuante com módulos fabricados 100% no Brasil.

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